"Fecho, cansado, as portas das minhas janelas, excluo o mundo e um momento tenho a liberdade. Amanhã voltarei a ser escravo; porém agora, só, sem necessidade de ninguém, receoso apenas que alguma voz ou presença venha interromper-me, tenho a minha pequena liberdade, os meus momentos deexcelsis.
Na cadeira, aonde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído."
Bernardo Soares - Livro do Desassossego
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1 comentários:
Que noite fugaz.
Que dia brilhante.
Que voz é esta? é de gente?
Repelo e afasto da minha frente.
Sossego em paz num momento.
Esqueço a mágoa e o dormento.
(Que alívio tonto!)
Vivo solta por entre mundos,
Vivo sombra do vento...
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