Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Hoje a minha força pediu mudanças
Raros cavalos em fuga de emoções!
A vida não me sorriu, foram lanças
Aquelas que me feriram as sensações.

Sonhos dos meus sonhos, meros leilões,
Que me trocaram as histórias por danças.
Vestidos de noite feitos de corações.
Fogueiras acesas com estátuas de santas!

Estrelas dormentes, sem nada para dar.
A morte é já minha, fiz dela o meu lugar.
As frases não me salvam, são o meu calvário!

Pouco de mim é aquilo que vos vou deixar.
Lágrimas da minha alma, cansada de chorar.
E todos os meus anseios trancados num armário.

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Os golpes do meu ar, virgem magia
Que sussurra a perversão do meu eu.
A visão dos meus olhos… sou ateu.
Sou ateu mergulhado na agonia!

Mas sou meu! Nem dele, dela ou teu.
Sou peça inacabada que não se fia,
Frase que na morte alguém escrevia,
E no contexto do poema eu era meu.

Mas e isto, meu Deus? Isto que escrevo,
Não tem paixão, nem amor, nem relevo…
Palavras nuas escritas sem intenção.

Mas eu serei cinza na terra molhada,
Uma peça terminada nunca acabada,
Um homem que cresceu e morreu no chão!