
O meu amor é uma ave sem sono
Sol poente de mim que eu vejo.
Suor da minha febre que almejo.
E com ternura ainda de sem dono.
Voz da minha voz, em pleno trono.
Com altiva beleza que eu invejo.
Oh Deus! Dai-me de novo o rejo,
Dai-me a mim um sonho novo.
Mas eu... cheio de dores me arrasto,
Palavra após palavra me atiro o mastro,
E deixo o meu navio cair no peito.
Asas da minha ave! Eu vou privando,
E sem saber... à sorte vou desafiando,
E morro sozinho sem ter um leito.
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