Um hálito de presença invade-me a alma desatenta. Confesso, com alguma alegria, que não tenho vontade de saber as horas. Mais perto do outro, o meu tempo jaz às portas de uma baía às escuras. A água nua, imperfeita, horizontal ao vazio, faz passatempos com o impossível. Imagem a imagem, forma-me o reflexo de mim e não me revejo. Dorme tudo como se num universo paralelo é que existisse o mundo, como se o vento aqui não fosse vento e como se o arquear das árvores fosse mecânico. Engana-se de novo a alma que trouxe até mim a realidade, este dia pouco, esta melancolia brava.
Depois de tudo, eu fico-me só, porque não sei quem sou.
O sentido de tudo é mendigo nas ruas dos meus sonhos.
E o dia é de noite sem me perguntar porquê.
Sábado, Agosto 30, 2008
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)


0 comentários:
Enviar um comentário