
O meu mundo… Onde? O meu mundo!
Deitado a meu lado, vão e desengraçado
Jaz à vida, de um dia mal passado,
No leito de conversas sem assunto.
Lisboa antiga enterrada no fundo
Dos meus desejos. Sou apagado
Pelo seu luar pastoso… mal amado
E ao fim do dia continuo imundo.
O mundo que me dei não é meu.
É como uma morte morta num coliseu!
Os outros… não sabem do que falam.
São só vozes roucas que não calam,
A revolta de te querer mais que tanto!
A ti. Oh vida, esquecida a um canto...


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