Os golpes do meu ar, virgem magia
Que sussurra a perversão do meu eu.
A visão dos meus olhos… sou ateu.
Sou ateu mergulhado na agonia!
Mas sou meu! Nem dele, dela ou teu.
Sou peça inacabada que não se fia,
Frase que na morte alguém escrevia,
E no contexto do poema eu era meu.
Mas e isto, meu Deus? Isto que escrevo,
Não tem paixão, nem amor, nem relevo…
Palavras nuas escritas sem intenção.
Mas eu serei cinza na terra molhada,
Uma peça terminada nunca acabada,
Um homem que cresceu e morreu no chão!
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