Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

Novidades

Faz hoje quase um mês desde a minha última aparição. Não tenho sentido vontade. A vontade. O motor da minha existência. Ando preocupado, a incerteza do que tenho e do que sou não se salvam nas prendas que recebo, nem nos elogios de que sou alvo. As criticas, essas, guardo todas, para que amanhã ainda me sejam conhecidas. Não preciso que se preocupem comigo, nem que falem de mim. Prefiro o meu canto sossegado.

Não passei para me lamentar, passei apenas para vos deixar um pouco do livro que tenho andado a ler: “Cemitério de pianos” José Luís Peixoto – Bertrand Editora.

“Em todas as vezes, não conseguia deixar de pensar que a minha vida, diluída no tamanho daquelas tardes, era exactamente como o mecanismo suspenso de um piano: o silêncio frágil das cordas alinhadas, a perfeição geométrica da sua quase morte, possível de ressuscitar a qualquer momento que não chegava, um momento simples como tantos seria suficiente, um momento, que poderia chegar, mas que não chegava.”