Já tive tudo, , tive até os que nunca me tiveram, porque a imaginação da melancolia assim me obriga. Transcendência das coisas fúteis, das coisas banais e das coisas sem nome, metamorfose das situações sem situação e das relações sem relação.
Às vezes, comigo mesmo, não contigo, mas com outro, pergunto respostas de perguntas aqueles ali no fundo, àqueles que não se vêem, aqueles que viajam comigo sem me perguntar o nome (uma viagem que dura uma vida inteira)... Às vezes, pergunto àquele alcoólico porque se sonha e porque se tem, ele responde, que cada lágrima de um olho é um pedaço de nós, que a soma, somada dos dois, é a alma por completo e que cada alma precisa de um espírito unificado.
Já tive tudo diante dos meus olhos.
Bastava olha-los no espelho e tinha tudo, um grande nada.
Aquele nada que nos preenche, daqueles que navegam os mares e nos fazem acreditar, aqueles que, após sete voltas ao mundo estão de regresso. Tudo o que na imaginação tece, tudo o que na solução abunda, tudo o que na melodia das palavras cresce.
Meu Deus, quanto álcool no meu sangue… Quanta falta me faço…
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2 comentários:
o alcool tem como consequência a dormência do espírito..
beijos
Boa noite,
a dormencia do espiro provoca a interecção com o alcool, este é somente um meio para o adormecer.
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