Sábado, Outubro 06, 2007

existindo


Às vezes gostava de perceber a proliferação das ideias, os devaneios dos outros, os passos de palavreado daqueles pseudo-intelectuais que lançam riscos nas folhas e deles fazem sensações.
Há mais de duas horas que penso nisto.
Às vezes gostava de perceber a metamorfose dos objectivos, a escrita por detrás da escrita, os augúrios escondidos nos aplausos.
Às vezes, de noite, dou comigo atrasado em mim, corrompido por mim, adulto por mim...
De noite…as vozes existem, os astros protestam na imensidão do negro.
Às vezes gostava de ser negro para me sentir negro.
Outras vezes gostava de ser a imensidão para ser alguma coisa, e outras vezes, apenas algumas vezes, gostava de existir para que soubesse que sou.

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