
Há, naquelas horas passadas dentro de ti, virtuosos gemidos saído da minha alma. Fiz amor contigo, antes de me ter deitado sequer a teu lado. Roubei-te os sonhos, entregando-te o meu coração, Roubei-te a vida, dando-te as minhas sensações. Há em mim, desejos inertes de te ter outra vez, de te beijar as palavras e saber que significam o oposto de ti, não há em nós verdade, não houve em nós a cumplicidade da transcendência dos corpos nus. Sei-te de cor, ainda te sei de cor, ainda sei as frases que me negaste, e os não vivos que me deste a provar.
Ainda me vejo na tela que te ofereci, pintado pelo pior pincel que foste buscar à gaveta da televisão. Não me sinto nele.
Qualquer coisa vivida nos nossos olhos ou nos sentimentos fica parte de nós, a sociedade, a sociedade que nos toma e atira e sacode (essa tal que dizes que nos tem e que nos criou), leva-nos a perceber que o vazio não tem realidade embora a realidade seja, ela toda, um vazio.
Trouxe um nada maior do que aquele que a que me propus na lucidez de outro em mim.


1 comentários:
creio que me tinha já esquecido do romantico que tu és... ao ler os teus textos senti falta dos meus... ando seco de inspiração... ou é tanta a confusão da mnh vida que a abafa... enfim... rios que param não existem... continua o teu caminho...
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