Sábado, Agosto 18, 2007

De volta e não sou eu

Fosse eu, aquele ali, só para não ser eu. Memórias soturnas de mim de um ontem adormecido em palavras teimosas de amor, fosse eu, eu mesmo, em mim ou ti, quero lá eu bem saber… de quem em mim existe sem eu me conhecer. A vendedora ambulante que passa é feliz só porque não sou eu, o café mais ali para a esquina vende bem só porque não é meu, o mundo no espaço gira só porque quem o segura não sou eu.
O mundo, nunca foi meu. O presente, não sou eu. O universo nunca dirá: “Ele morreu”.

(...de volta ao quotidiano de uma Lisboa envelhecida...)

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