
Ah...que saudades, eu tenho de mim.
De dar duas passas num cigarro... de um qualquer maço perdido. E fumar pela hora, dos minutos, de um segundo, a tristeza que me cravaram na mente.
O dia próximo, fazendo de conta.
O dia próximo, fazendo de noite.
O dia próximo, fazendo de dia.
Que saudades eu tenho de mim.
De me levantar tarde, despedir-me da cama com simpatia, e deslizar pelas asas da cidade. Inundar-me dos odores das estradas e dos passeios, olhar os olhos dos olhos das pessoas e fundir-me, pele com pele, na infidelidade do destino.


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