
" Se pressenti qualquer coisa de inusitado, não o consigo recordar agora; talvez a mirada cortante de uma mulher à beira da estrada, o gesto tímido de uma criança a cruzar os dedos numa figa, uma encruzihada. Deitei as cartas, como sempre fazia em qualquer lugar novo para nós, mas só tirei um inofensivo Louco, um Seis de Paus e um Dois de Copas. Se havia ali um aviso, não o vi."
Na Corda Bamba - Joanne Harris
Eu, longe dos meus caprichos, vejo o mundo da forma como ele me pede para ser visto. São raras as situações em que o sonho sem a mesma realidade com que ele me absorve diariamente, são vagamente estranhas as oportunidades em que me devolve as suspensões diárias de um cansaço imaginado e criado para mim. Não fossem as chuvas cada vez mais frequentes e digo que estaria mesmo a viver a felicidade e a alegria doentia. Não poderei nunca, deixar que o Mundo me entretanha com as suas falsas promessas, nem de dia, nem que apague, em mim, o poder absoluto para controlar o meu destino. Nunca senti tanta falta de empatia pelo que desconheço, nem tão pouca afeição pela desordem dos meus papeis, seriam os meus dias tão mais fáceis se nada me fosse querido e apaixonado.
As horas, tal passas amargas de um cigarro, vão sendo consumidas num passar de gerações, o sol, gasto pelos séculos vegetais de aparições vai sendo apagado diante dos nossos corpos.
Pensar?
Ainda mais perguntas...ainda mais respostas mutiladas por uma qualquer pessoa que passou pelo passeio...


0 comentários:
Enviar um comentário