
Tinhas-me prometido que voltavas.
não sei em que estrada te encontras, nem que caminho trilhas durante a noite, sei que não estás comigo, aqui.
Já não tenho os teus quadros na parede, nem a ansiedade de um menino. Os meus sonhos são meus, meus. Os sonhos são a tua fonte de existência. A minha vontade de te viver. Os sonhos.
Talvez venhas esta noite, sem que eu consiga dar conta, e te deites na minha cama, talvez chegues devagarinho, suave, com a pele a arder de desejo, e os braços abertos para mim. Quem me dera. Quem me dera que chegues quando as estrelas brilharem.
Quem me dera que eu exista.


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